Sobre ser GORDA e amar a sua real beleza

9:58:00 PM

 Representantividade NAMASFAT - a gorda que mora em mim saúda a gorda que mora em você




Eu quero me ver gorda no espelho, gorda nas ruas, gorda nas lojas, gorda nas avenidas e gorda na capa de revista.
Se tem uma coisa que me deixa passada (além de gritar comigo sem eu ter feito nada - bjos Kelly Key) é na insistência que a sociedade tem em padronizar até o que está fora do padrão.

Existe um padrão de gorda perfeita que não representa a gorda real mas que persiste na nossa realidade.
Faz sentido? Não, não faz.
Não quero falar de moda e nem do segmento plussize em si, por que sabemos que a moda seja slim ou plussize não acolhe mulheres reais.
Quero falar do que você absorve e naturaliza como ser bonito, e como isso na maioria das vezes acaba te deixando pra baixo.
Quero falar sobre a gorda maquiada, sem barriga, de pele com tom uniforme, coxas torneadinhas e que mesmo sofrendo o mesmo roça roça que a sua não tem uma manchinha sequer.
Quero falar sobre o quanto a diversidade do corpo gordo precisa ser exaltada para que você consiga absorver que ter um corpo gordo é uma caracteristica sua e que não precisa ser reflexo do outro.

Quero falar que é possivel se enxergar no corpo gordo sem se exigir ser o corpo gordo perfeito, até por que minha amiga, perfeição não existe pra ninguém.


Se amar gorda é entender a pluralidade

Plural.
A beleza é objeto pessoal e intransferível e por isso iniciei esse texto falando sobre o quanto eu quero me ver gorda por ai. Admiro muitas belezas mas acima de tudo admiro e acredito na minha. E é a isso que o termo Namasfat remete: a sua beleza saúda a minha beleza e não precisamos competir por isso.



Eu, Patricia, tenho barriga grande, flacidez, celulite, coxas manchadas do atrito, tenho curvas macias e delicadas, dobras e recortes que dizem sobre quem eu sou e sobre o corpo que habito.
E para mim a minha beleza é linda.
Sou a gorda que sou e isso precisa ser suficiente apenas para mim. Se o outro não concorda, é um direito dele e não reflete na compreensão que tenho de mim mesma.
Entende o quanto isso reflete numa forma leve e tranquila de se enxergar e se blindar das opiniões alheias? Das pressões estéticas que sofremos?


Precisamos estar atentas que bem como a felicidade, o amor próprio não é ter 100% de segurança.
A felicidade é feita de momentos e ser feliz, é saber encarar os altos e baixos com a calma e paciência de que vai ficar tudo bem.
Se amar acima de tudo é saber que mesmo nos dias que não estamos de bem com o espelho, está tudo bem. É saber aceitar que todos temos nossos momentos mas que não precisamos nos afundar e focar nos piores momentos.
É acreditar de fato que realmente podemos ser a melhor versão de nós mesmas até nos dias e encontros não tão favoráveis.

É assumir que a sua beleza precisa ser sua e não a do outro.

Se amar gorda é amar a sua singularidade.

NAMASFAT

Beijos

Me acompanhe nas redes sociais:






You Might Also Like

2 comentários

  1. Temos que nos amar do jeito que somos e não ligar para opiniões da sociedade, que a maioria está doente!
    Linda do jeito que é...maravilhosa!

    Resenha nova no blog vem conferir \o/

    Beijinhos,
    Blog Resenhas da Pam

    ResponderExcluir
  2. Achei Lindo seu texto... é isso ai... mulher gordinha tem que amar sua singularidade... e digo mais...tem que amar... suas curvas...pois mulher gordinha é uma linda canção de amor... eu acho... tem que ser gordinha eu amoOoo rss...
    com carinho...
    Huggo leonardo.

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário, dúvida ou critica aqui.
Vou ficar muito feliz em saber o que você achou dessa postagem e o que tem a dizer!
É blogueira? Deixe seu blog também para que eu possa visita-lo!
Beijão

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Instagram